A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, nesta quarta-feira (27), mais uma fase da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema nacional de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS.
A ação tem como alvo ex-servidores do Instituto Nacional do Seguro Social e lideranças de associações suspeitas de obter lucro por meio de cobranças ilegais aplicadas diretamente nos benefícios de aposentados e pensionistas.
Entre as entidades investigadas estão Unibap, Abenprev, Amar Brasil, Master Prev, Aasap e Andapp, com sedes em Brasília e São Paulo. Alguns dos investigados já utilizam tornozeleira eletrônica e cumprem outras medidas cautelares determinadas pela Justiça.
Ao todo, foram cumpridos 31 mandados de busca e apreensão, além de oito medidas de monitoramento eletrônico e outras ações constritivas autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). As diligências ocorreram no Distrito Federal e nos estados de Pernambuco, São Paulo e Paraíba.
Segundo a Polícia Federal, esta nova etapa da operação busca aprofundar as investigações sobre crimes contra a administração pública, incluindo organização criminosa, estelionato previdenciário, ocultação de patrimônio e dilapidação de bens.
Os investigadores tentam identificar o destino dos recursos descontados ilegalmente de aposentadorias e pensões ao longo do esquema. A Operação Sem Desconto completou um ano em abril e segue apurando a atuação das entidades e dos envolvidos no caso.







