As pesquisas que ajudaram a desenvolver medicamentos conhecidos como “canetas emagrecedoras”, como Ozempic e Mounjaro, estavam entre as apostas para o Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina de 2026. O reconhecimento, anunciado nesta segunda-feira (5), porém, foi para outro campo da ciência.
O prêmio foi concedido aos cientistas Karl Deisseroth, Peter Hegemann e Georg Nagel por descobertas relacionadas aos canais iônicos ativados pela luz e à optogenética, uma técnica que permite controlar a atividade de células nervosas utilizando luz.
Antes do anúncio, os estudos sobre o hormônio GLP-1 eram apontados como uma das possibilidades para o Nobel. A molécula é responsável por efeitos importantes no controle da glicose e da saciedade e é imitada por medicamentos utilizados no tratamento do diabetes e da obesidade.
A pesquisadora dinamarquesa Lotte Bjerre Knudsen, considerada uma das principais responsáveis pelo desenvolvimento da semaglutida, estava entre os nomes cotados. Seus estudos iniciados na década de 1990 contribuíram para o desenvolvimento de medicamentos que posteriormente se tornaram conhecidos mundialmente, incluindo a semaglutida utilizada em tratamentos contra diabetes e obesidade.
Apesar da expectativa, o trabalho relacionado ao GLP-1 não foi contemplado neste ano. O Nobel reconheceu uma área diferente da medicina, voltada ao funcionamento do cérebro e à possibilidade de controlar neurônios com estímulos luminosos.
A optogenética permite aos pesquisadores ativar ou desativar células nervosas específicas e observar como elas influenciam funções como movimentos, memória e comportamento. A técnica abriu novas possibilidades para a compreensão do cérebro e para pesquisas sobre doenças neurológicas e psiquiátricas.
O Nobel de Medicina dá início à temporada de premiações de 2026. Ao longo da semana serão anunciados os vencedores das demais categorias, incluindo Física, Química, Literatura e Paz.







