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Médico Infectologista destaca prevenção no Carnaval, alerta sobre uso de antibióticos e reforça importância da vacinação

A conversa foi conduzida por Anairton Lima e Esmar Martins

Na manhã desta segunda-feira (16), o programa Radar, da Rádio Clube 98, recebeu o médico infectologista Fellipe Julião para um bate-papo sobre a prevenção de doenças e os cuidados necessários neste período de Carnaval.

Fellipe Julião destacou que é comum receber pacientes encaminhados por outros médicos, especialmente em casos de infecções persistentes, pós-operatórios com febre, infecções de pele, sinusites de repetição e quadros gripais prolongados. Ele alertou ainda para um dos principais desafios da área: o uso inadequado de antibióticos. “Muitas infecções são virais e não respondem a antibióticos. O uso incorreto gera resistência bacteriana e dificulta tratamentos futuros”, explicou.

Ao falar sobre infecções relacionadas à assistência à saúde, popularmente conhecidas como infecções hospitalares, o médico reforçou que a prevenção passa por medidas simples, como higienização das mãos, uso adequado de equipamentos de proteção e prescrição correta de medicamentos.

O tema da Covid-19 também foi abordado. O infectologista afirmou que não considera o Carnaval como responsável pela disseminação inicial do vírus no Brasil, destacando que a circulação já ocorria antes das festividades. Sobre vacinação, ele reforçou que o principal objetivo das vacinas é reduzir casos graves e mortes. “A vacina é uma ferramenta segura e eficaz de proteção. Ela não impede totalmente a infecção, mas diminui significativamente os riscos de complicações”, pontuou.

Com a chegada do Carnaval, o médico chamou atenção para a prevenção das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). Ele destacou o uso de preservativos, a realização de testes rápidos e o acesso à PrEP — profilaxia pré-exposição ao HIV — como importantes ferramentas de proteção. Também explicou o conceito de “janela imunológica”, período em que a infecção pode não ser detectada imediatamente nos exames.

Sobre o vírus Nipah, recentemente citado em noticiários internacionais, Fellipe Julião informou que não há registros da doença no Brasil até o momento, mas reforçou que medidas individuais de prevenção continuam sendo essenciais diante da circulação global de pessoas.

Por fim, o infectologista ressaltou a importância das vacinas respiratórias, especialmente com a aproximação do período mais frio, quando aumentam os casos de gripes, sinusites e pneumonias. “Prevenção é sempre o melhor caminho. Informação, cuidado e responsabilidade individual fazem toda a diferença”, concluiu.

Confira a entrevista completa:

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