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Janeiro Branco: psicóloga destaca importância do cuidado com a saúde mental no programa Radar

O Janeiro Branco propõe um olhar mais amplo, que engloba outras condições, como a síndrome de burnout, ansiedade, estresse crônico e outros problemas relacionados ao equilíbrio emocional

Na manhã desta terça-feira (20), o programa Radar recebeu a psicóloga Maria Clara Corrêa para uma ampla conversa sobre o Janeiro Branco, campanha dedicada à conscientização sobre a importância da saúde mental. Durante a entrevista, a profissional ressaltou que, em meio a metas financeiras e planos pessoais comuns no início do ano, o cuidado com a mente ainda é frequentemente negligenciado.

Segundo a psicóloga, o Janeiro Branco simboliza uma “folha em branco”, convidando as pessoas a incluírem a saúde mental entre as prioridades do ano. Maria Clara chamou atenção para o cenário brasileiro, destacando que o país lidera os índices mundiais de ansiedade, o que reforça a necessidade de olhar para o tema de forma mais responsável e contínua.

Ao abordar transtornos mentais, a especialista explicou que a campanha não se limita à depressão, embora ela seja amplamente discutida em ações como o Setembro Amarelo. O Janeiro Branco, conforme pontuou, propõe um olhar mais amplo, que engloba outras condições, como a síndrome de burnout, ansiedade, estresse crônico e outros problemas relacionados ao equilíbrio emocional.

Maria Clara enfatizou que a prevenção é possível e começa pela atenção aos próprios sinais. Alterações no sono, no apetite, irritabilidade, cansaço físico e emocional constante, isolamento social e mudanças bruscas de comportamento são alguns dos alertas que não devem ser ignorados. Ela reforçou ainda a importância de buscar ajuda profissional, apesar do preconceito que ainda existe em torno do acompanhamento psicológico.

Durante a entrevista, a psicóloga também destacou o papel dos serviços públicos de saúde, como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), que oferecem atendimento gratuito e multidisciplinar à população. De acordo com ela, esses serviços não são destinados apenas a casos graves, mas também a pessoas que enfrentam ansiedade ou sinais iniciais de depressão.

Outro ponto abordado foi a relação entre problemas financeiros, vícios — especialmente em jogos de azar — e o agravamento da saúde mental. Maria Clara alertou que esses fatores podem desencadear sofrimento intenso e, em casos extremos, levar ao suicídio. Ela reforçou a importância de divulgar canais de apoio, como o Centro de Valorização da Vida (CVV), que atende gratuitamente pelo telefone 188, 24 horas por dia.

Confira a entrevista completa no programa Radar:

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