A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu as investigações de um caso de estelionato registrado em Patos de Minas, no Alto Paranaíba, e indiciou um homem suspeito de participação no chamado golpe do “falso advogado”.
De acordo com a apuração, a investigação teve início em dezembro de 2025, após a vítima ser enganada por criminosos que se passaram por profissionais ligados ao seu processo judicial. O primeiro contato foi feito por um número telefônico com DDD 38, quando o suspeito utilizou a identidade do advogado da vítima, inclusive com acesso a dados reais do processo.
A mulher acreditou estar em contato com o seu representante legal, já que havia, de fato, uma ação em andamento relacionada a valores do FGTS. Durante a conversa, o golpista informou que a causa havia sido ganha e que, para a liberação do dinheiro, seria necessário o pagamento de uma suposta “taxa judicial”.
Na sequência, um segundo envolvido, também falso, entrou em contato se passando por oficial de justiça, reforçando a veracidade da informação e orientando a realização do pagamento. A vítima efetuou a transferência e, somente depois, percebeu que havia sido enganada.
Investigação e identificação
Após o registro da ocorrência, a Delegacia de Crimes contra o Patrimônio deu início às diligências. Com o uso de ferramentas de inteligência, a Polícia Civil de Minas Gerais conseguiu identificar um dos envolvidos na cidade de Ferraz de Vasconcelos (SP).
Durante o cumprimento de carta precatória, o suspeito confessou participação no crime. Ele foi identificado como sócio de uma empresa utilizada para receber os valores obtidos com o golpe. Em depoimento, alegou ser “laranja” e apontou a possível existência de outros integrantes no esquema.
O inquérito foi concluído e encaminhado à Justiça. As investigações continuam, com desdobramentos que buscam identificar outros envolvidos, inclusive em conexões com crimes semelhantes no estado de São Paulo.
Alerta e orientação
A Polícia Civil reforça o alerta sobre esse tipo de golpe, que tem registrado aumento recente. Criminosos utilizam dados reais de processos judiciais, criam perfis falsos em aplicativos de mensagens e, muitas vezes, usam fotos de advogados para enganar as vítimas.
A orientação é que qualquer solicitação de pagamento seja confirmada diretamente com o advogado, por canais oficiais ou contato pessoal. Desconfiança de pedidos urgentes e cobranças inesperadas também é fundamental para evitar prejuízos.
Em caso de suspeita ou se já tiver sido vítima, a recomendação é procurar uma delegacia e registrar a ocorrência para que os fatos sejam investigados.







