O Governo de Minas Gerais enfrenta uma corrida contra o tempo para avançar na renegociação das dívidas da Companhia de Habitação do Estado de Minas Gerais (Cohab-MG). A situação financeira da estatal é delicada, com prejuízo acumulado e passivo superior a R$ 1 bilhão, o que também levou a empresa a buscar medidas judiciais para reduzir seus encargos.
A Cohab-MG atua na política habitacional do estado, especialmente na gestão de contratos e programas voltados à moradia. Segundo informações publicadas pelo portal O Fator em junho de 2026, a companhia acumulava passivo de R$ 1,389 bilhão e prejuízo de R$ 153,3 milhões.
Além das dificuldades financeiras, a empresa enfrenta cobranças de tributos federais. Por isso, acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar obter imunidade tributária, sob o argumento de que executa políticas públicas de habitação com recursos estaduais.
A discussão ocorre em meio aos desafios do governo mineiro para equilibrar as contas das empresas públicas. Documentos orçamentários também apontaram a possibilidade de um aporte emergencial de R$ 58 milhões na Cohab em 2026, caso a situação financeira exigisse recursos adicionais do Tesouro estadual.
A renegociação das dívidas é importante para a recuperação financeira da companhia e para a continuidade das políticas habitacionais. Entretanto, as condições e os prazos envolvidos dependem das medidas adotadas pelo governo e dos procedimentos necessários para formalizar os acordos.
Foto e fonte: Agência Minas
Reportagem: Angélica Peres







