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Governo de Minas celebra reconhecimento do samba, da cachaça de alambique e da Casa de Dona Beja como patrimônio cultural

As três decisões reforçam a importância da preservação do patrimônio cultural mineiro, reconhecendo manifestações populares, saberes tradicionais e espaços que ajudam a contar a história de Minas Gerais.

Minas Gerais passou a contar com três novos reconhecimentos de seu patrimônio cultural. O Conselho Estadual do Patrimônio Cultural (Conep) aprovou, na quinta-feira (22), o registro das Expressões do Samba em Minas Gerais e dos Modos de Fazer Cachaça de Alambique como patrimônios culturais imateriais. Também foi aprovado o tombamento da Casa de Dona Beja, localizada em Araxá, no Alto Paranaíba.

As decisões foram tomadas durante reunião realizada no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, e buscam preservar manifestações culturais, conhecimentos tradicionais e referências históricas do estado.

Samba mineiro

O reconhecimento das Expressões do Samba em Minas Gerais valoriza a trajetória e a diversidade dessa manifestação cultural, que carrega influências afro-brasileiras e uma história marcada pela resistência. Atualmente, o estado conta com 246 grupos de samba cadastrados.

A elaboração do levantamento histórico que fundamentou o reconhecimento foi solicitada pelo coletivo de sambistas Mestre Conga ao Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG).

Tradição da cachaça de alambique

Outro reconhecimento contempla os modos tradicionais de produção da cachaça de alambique em Minas Gerais. A medida valoriza técnicas artesanais, conhecimentos e práticas transmitidos entre gerações de produtores.

Minas Gerais é referência nacional nesse segmento, com produção estimada em 13,5 milhões de litros por ano e 630 alambiques registrados, segundo informações divulgadas pelo governo estadual.

Além de preservar a tradição, o reconhecimento pode ampliar a visibilidade dos produtores mineiros e valorizar a importância cultural e econômica da atividade para diferentes municípios.

Casa de Dona Beja, em Araxá

O terceiro reconhecimento é o tombamento da Casa de Dona Beja, também conhecida como Pensão Tormin, em Araxá. A construção, erguida entre as décadas de 1820 e 1830, reúne características da arquitetura urbana do século XIX.

O imóvel está ligado à história de Anna Jacintha de São José, conhecida como Dona Beja, personagem que teve influência social, econômica e política na região. Sua trajetória está associada a acontecimentos históricos, como a Revolução Liberal de 1842.

O tombamento busca proteger as características históricas e arquitetônicas da edificação, além de preservar a memória de Dona Beja e sua relação com a história de Araxá.

As três decisões reforçam a importância da preservação do patrimônio cultural mineiro, reconhecendo manifestações populares, saberes tradicionais e espaços que ajudam a contar a história de Minas Gerais.

Foto e fonte: Agência Minas
Reportagem: Angélica Peres

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