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FIEMG alerta para riscos de retaliação tarifária aos Estados Unidos

Diante desse cenário, a federação reforça a necessidade de diálogo e entendimento entre Brasil e Estados Unidos. A entidade defende que os interesses nacionais sejam preservados por meio de negociações técnicas e diplomáticas, evitando prejuízos à economia e garantindo segurança para empresas, trabalhadores e investidores.
FIEMG

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) manifestou preocupação com o novo acionamento da Lei da Reciprocidade Econômica pelo governo brasileiro em resposta às medidas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos. A entidade defende cautela na condução do tema e ressalta que uma escalada de retaliações comerciais pode trazer impactos negativos para a indústria, os investimentos e a geração de empregos.

Segundo a FIEMG, embora o Brasil tenha instrumentos legítimos para proteger seus interesses econômicos, qualquer contramedida deve ser analisada de forma estratégica. A federação alerta que a imposição de restrições sobre insumos, máquinas, equipamentos e tecnologias importadas dos Estados Unidos pode elevar custos de produção, reduzir a competitividade das empresas brasileiras e afetar diversos setores produtivos.

A entidade lembra que a Lei da Reciprocidade já havia sido acionada em 2025. Na ocasião, o caso foi analisado pela Câmara de Comércio Exterior (Camex) e pelo Comitê Executivo de Gestão (Gecex), que reconheceram o enquadramento da situação na legislação. Entretanto, o governo federal optou por priorizar as negociações diplomáticas e não chegou a aplicar tarifas retaliatórias ou outras medidas comerciais.

Para a FIEMG, o novo acionamento da lei não representa uma retaliação automática. A federação defende que o caminho mais adequado continua sendo a negociação entre os dois países, buscando ampliar exceções tarifárias, reduzir barreiras comerciais e garantir a permanência dos produtos brasileiros no mercado norte-americano.

Um estudo realizado pela própria entidade em 2025 aponta que, em um cenário hipotético de aplicação de uma sobretaxa recíproca de 50% sobre importações dos Estados Unidos, o Brasil poderia registrar uma perda de até R$ 259 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB), o equivalente a 2,21% da economia nacional. De acordo com a FIEMG, os reflexos atingiriam não apenas o comércio exterior, mas também investimentos, arrecadação, produção industrial e postos de trabalho.

Diante desse cenário, a federação reforça a necessidade de diálogo e entendimento entre Brasil e Estados Unidos. A entidade defende que os interesses nacionais sejam preservados por meio de negociações técnicas e diplomáticas, evitando prejuízos à economia e garantindo segurança para empresas, trabalhadores e investidores.

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