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Família relata conflito durante transporte aeromédico no aeroporto de Patos de Minas e anuncia ação judicial

Agora, a família afirma que pretende buscar reparação na Justiça. Segundo o entrevistado, a intenção é ingressar com ações contra o município e também contra o Estado de Minas Gerais, pedindo indenização pelos danos que, segundo ele, foram causados durante o episódio.

Uma família de Patos de Minas afirma ter passado por momentos de tensão durante o embarque de uma paciente em estado grave para um transporte aeromédico com destino a Belo Horizonte. O caso aconteceu em setembro do ano passado, após a mulher apresentar complicações de saúde depois de um procedimento cirúrgico realizado na cidade.

Segundo relato de um familiar à Rádio Clube, a paciente teria contraído uma infecção hospitalar e já apresentava um quadro considerado grave, com embolia pulmonar. Diante da situação, a família conseguiu uma vaga para tratamento em Belo Horizonte e, por meio do plano de saúde, foi providenciado o transporte por aeronave.

De acordo com o entrevistado, toda a documentação necessária para o deslocamento havia sido encaminhada e a família aguardava apenas a chegada da aeronave. A paciente foi retirada do hospital por uma ambulância e levada até o Aeroporto Municipal de Patos de Minas.

Discussão no aeroporto

O familiar relatou que, ao chegarem ao aeroporto, ocorreu um desentendimento envolvendo pessoas da família e uma profissional terceirizada responsável pela segurança do local.

Segundo a versão apresentada, a ambulância aguardava do lado de fora do portão de acesso à área onde seria realizado o embarque, enquanto a paciente permanecia dentro do veículo, em uma situação que, conforme a família, exigia rapidez devido ao estado de saúde.

O entrevistado afirmou que houve uma discussão sobre a permanência dos familiares nas proximidades da área de embarque. Ainda conforme o relato, a família pediu que o portão fosse aberto para que a ambulância pudesse ficar em uma área com sombra enquanto aguardava os procedimentos para o transporte.

A situação teria se agravado com a chegada da aeronave e, posteriormente, com o acionamento da Polícia Militar.

Familiares afirmam ter sofrido agressões

Durante a entrevista, o familiar afirmou que ele e o filho foram abordados por policiais e alegou ter sofrido agressões durante a ocorrência. Segundo sua versão, o celular que utilizava para registrar a situação também teria sido recolhido durante a abordagem.

O entrevistado afirmou que tentou apresentar, pelo aparelho, a documentação relacionada ao transporte aeromédico e à autorização para acompanhar o embarque da paciente.

Ainda de acordo com o relato, pai e filho foram conduzidos à delegacia e tiveram de pagar fiança para serem liberados. O valor informado pela família foi de R$ 5 mil para cada um, totalizando R$ 10 mil.

O entrevistado também contestou as acusações registradas inicialmente contra ele e o filho e afirmou que os dois buscaram a Justiça para contestar os fatos.

Família diz que foi absolvida das acusações

Segundo o familiar, posteriormente os envolvidos foram absolvidos das acusações que lhes haviam sido atribuídas. Ele apresentou documentos relacionados ao caso durante a entrevista e afirmou que, após os desdobramentos judiciais, também foi reconhecida a inexistência de responsabilidade pelos crimes inicialmente imputados.

A família informou ainda que apresentou representações à Subcorregedoria da Polícia Militar, à Ouvidoria-Geral do Estado e ao Ministério Público de Minas Gerais. Conforme relatado na entrevista, parte dos procedimentos teve arquivamento, enquanto outras providências relacionadas à denúncia apresentada contra a atuação policial ainda aguardariam conclusão.

O entrevistado também afirmou que solicitou à Prefeitura de Patos de Minas as imagens das câmeras de segurança do aeroporto, alegando que os registros poderiam ajudar a esclarecer o que aconteceu durante o embarque.

Segundo ele, os pedidos foram protocolados, inclusive por meio de advogado, mas as imagens não teriam sido disponibilizadas à família. De acordo com o relato, a informação recebida posteriormente foi de que os registros não estariam disponíveis.

Paciente morreu semanas depois

A paciente conseguiu seguir para Belo Horizonte após o episódio no aeroporto, segundo o familiar. No entanto, ela precisou ser encaminhada diretamente para uma unidade de terapia intensiva e, conforme informado pelo filho, não voltou a deixar o setor.

A mulher morreu no dia 13 de outubro, cerca de um mês após o transporte.

O entrevistado acredita que a discussão e a confusão ocorridas durante o embarque podem ter agravado o estado emocional e clínico da mãe, que, segundo ele, teria acompanhado parte da situação dentro da ambulância.

Ele também lamentou não ter conseguido se despedir da mãe e afirmou que foi retirado do local antes de conseguir conversar com a equipe médica e repassar informações sobre medicamentos utilizados pela paciente.

Família pretende acionar Prefeitura e Estado

Agora, a família afirma que pretende buscar reparação na Justiça. Segundo o entrevistado, a intenção é ingressar com ações contra o município e também contra o Estado de Minas Gerais, pedindo indenização pelos danos que, segundo ele, foram causados durante o episódio.

“Foi uma situação muito traumática para toda a família”, afirmou o entrevistado durante a conversa com a Rádio Clube.

O caso envolve diferentes versões e procedimentos administrativos e judiciais. A reportagem procurou organizar o relato apresentado pela família com base nas informações e documentos mencionados durante a entrevista. Eventuais manifestações da Prefeitura de Patos de Minas, da administração do aeroporto, da Polícia Militar e dos demais órgãos envolvidos poderão ser incluídas para apresentar seus posicionamentos sobre os fatos.

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