Adolescentes que frequentam instituições de ensino com regras sobre a comercialização de alimentos e bebidas têm um consumo reduzido de produtos ultraprocessados. Essa é a conclusão de uma pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo (USP).
O estudo examina a correlação entre a implementação de normas nas capitais do Brasil, a disponibilidade de itens nas cantinas e a ingestão desses alimentos por jovens entre 13 e 17 anos.
Os dados indicam que a existência de normas atua como uma medida protetora. Por outro lado, a maior acessibilidade a produtos ultraprocessados nas cantinas se relaciona a um aumento no consumo por parte dos jovens.
As escolas públicas oferecem um ambiente mais seguro, especialmente devido ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Esse programa foca em alimentos frescos e restringe a aquisição de ultraprocessados a, no máximo, 10% dos fundos disponíveis, de acordo com as diretrizes do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
Nas instituições privadas, é mais comum a presença de cantinas. O estudo revela que 88,3% das escolas particulares contavam com esse tipo de serviço. Em 2019, apenas 28,7% dessas escolas ofereciam refeições fora das cantinas, enquanto nas instituições públicas essa porcentagem chegava a 99,4%.







