Inscrição automática para alunos da rede pública é uma das novidades desta edição; provas serão aplicadas em novembro
As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 começam nesta segunda-feira (25) e seguem abertas até o dia 5 de junho. O cadastro deve ser feito pela página oficial do exame, com taxa de inscrição no valor de R$ 85. As provas serão realizadas nos dias 8 e 15 de novembro em todo o país.
Uma das principais novidades desta edição é a inscrição automática dos estudantes concluintes do Ensino Médio da rede pública. Os alunos do 3º ano serão cadastrados a partir das informações enviadas pelas redes de ensino e precisarão apenas confirmar a participação, escolher o idioma da prova de língua estrangeira e informar a cidade onde desejam fazer o exame.
Segundo o Ministério da Educação (MEC), a expectativa é ampliar a participação dos estudantes da rede pública e consolidar o Enem como uma das principais ferramentas de avaliação da educação básica e acesso ao ensino superior.
O exame é utilizado como porta de entrada para universidades públicas e privadas por meio de programas como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Desde o ano passado, o Enem também voltou a permitir a certificação do Ensino Médio para candidatos maiores de 18 anos que alcançarem a pontuação mínima exigida.
Dicas práticas para estudar para o Enem 2026
Especialistas recomendam algumas estratégias para melhorar o desempenho no exame:
- Criar um cronograma de estudos realista;
- Resolver provas anteriores e simulados;
- Fazer revisões frequentes;
- Investir na interpretação de textos e atualidades;
- Utilizar mapas mentais e resumos;
- Praticar redação regularmente;
- Manter uma rotina equilibrada com descanso e lazer.
Temas podem cobrar atualidades e questões sociais
A redação do Enem costuma abordar temas ligados a desafios sociais contemporâneos. Entre os assuntos apontados como possíveis temas de treino para 2026 estão:
- Combate à desinformação na era da inteligência artificial;
- Mudanças climáticas e impactos urbanos;
- Saúde mental entre jovens;
- Violência nas escolas;
- Desigualdade digital;
- Racismo estrutural;
- Preservação ambiental;
- Participação política dos jovens.
Nos últimos anos, a prova abordou temas como envelhecimento da população, valorização da herança africana, invisibilidade do trabalho de cuidado realizado por mulheres e acesso à cidadania.
Plano de estudos sugere foco por áreas
Para os estudantes que ainda estão organizando a rotina, a recomendação é dedicar cerca de três horas diárias aos estudos entre maio e setembro, dividindo os conteúdos por áreas do conhecimento ao longo da semana.
A reta final, em outubro, deve ser voltada para revisões estratégicas e simulados completos, ajudando o estudante a treinar o controle do tempo e a resistência para os dois dias de prova.







