O programa Notícias do Dia recebeu Élcio Caixeta de Araújo, uma personalidade cuja história se confunde com o comércio, o futebol amador e, principalmente, com a trajetória da Liga Patense de Desportos. Em uma conversa marcada por memórias, humor e reflexões, Caixeta relembrou uma vida inteira dedicada ao trabalho e ao esporte em Patos de Minas.
A caminhada começou cedo. Ainda adolescente, por volta dos 15 anos, Élcio iniciou sua vida profissional ao lado de Moacir Santos, na Casa de Retiro Nossa Senhora Aparecida. Mais do que um patrão, Moacir se tornou uma figura paterna e referência de vida. Foi ali que Caixeta aprendeu, na prática, o valor da responsabilidade, da confiança e do trabalho duro — tanto que, ainda muito jovem, assumia sozinho a loja enquanto o dono viajava para fazer compras.
Paralelamente ao comércio, o futebol amador foi ganhando espaço em sua vida. A Casa Nossa Senhora Aparecida não foi apenas um empreendimento comercial, mas também um ponto importante no fortalecimento do esporte regional. O time formado levava o nome da instituição para comunidades rurais e, ao mesmo tempo, ajudava a criar laços, amizades e oportunidades, unindo futebol e visão empreendedora.
Ao longo de mais de 46 anos no comércio, Caixeta construiu uma reputação sólida em Patos de Minas, mas foi no futebol que deixou uma de suas marcas mais duradouras. Jogador, dirigente e apaixonado pelo esporte, ele construiu uma relação profunda com a Liga Patense de Desportos, onde atuou em diferentes períodos, ocupando cargos de direção e presidência entre as décadas de 1980 e 2000.
Na Liga, Élcio destaca que aprendeu a trabalhar em equipe e a lidar com os desafios naturais do futebol amador. Ao lado de nomes históricos como Zé Coração, seu padrinho de casamento, ajudou a estruturar competições oficiais, fortalecer regulamentos e ampliar o alcance do esporte regional. Durante sua passagem, foram realizados campeonatos regionais, torneios oficiais e até Copas Internacionais de Futebol Mirim, que trouxeram equipes de outros países da América do Sul para Patos de Minas.
Mais do que títulos ou cargos, Caixeta guarda como maior recompensa o impacto social do trabalho realizado. Ele relembra, com emoção, de jovens que hoje o procuram para agradecer por terem encontrado no futebol um caminho longe das dificuldades e dos maus caminhos. Para ele, a Liga sempre teve um papel que vai além das quatro linhas: formar cidadãos, abrir portas e criar oportunidades.
Com olhar atento ao presente, Élcio também faz reflexões sobre os desafios atuais da Liga Patense, defendendo a importância da filiação, da regularização e do fortalecimento das competições oficiais, especialmente para garantir direitos aos clubes formadores e aos jovens atletas da região.
A história de Élcio Caixeta de Araújo é, acima de tudo, a história de alguém que viveu intensamente Patos de Minas — no balcão do comércio, nos campos de futebol e nos bastidores da Liga Patense. Um personagem que ajudou a construir capítulos importantes do esporte amador local e que segue sendo uma referência de dedicação, memória e paixão pelo futebol da cidade.
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