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Desinformação e ameaça a democracias, alertam pesquisadores sobre IA

A pesquisa não faz distinções geográficas, mas sim linguísticas.

A ascensão das ferramentas de inteligência artificial (IA) aumentou a necessidade de ser cético em relação ao que cada um de nós recebe por várias vias, como nunca antes na história. Essa afirmação é feita por aqueles que atuam na verificação de informações. Eles aconselham a adotar uma postura crítica.

Um exemplo disso é uma pesquisa divulgada esta semana, realizada a partir de 1.294 verificações profissionais em pelo menos dez idiomas, elaborada pela Agência Lupa (um meio focado nesse tipo de atividade).

A conclusão desse estudo é que 81,2% dos incidentes de desinformação envolvendo tecnologias de inteligência artificial surgiram nos últimos dois anos (entre janeiro de 2024 e março de 2026). Os temas mais frequentes incluíram eleições, conflitos e fraudes.

A pesquisa não faz distinções geográficas, mas sim linguísticas. No idioma inglês, foram registrados 427 casos de desinformação resultantes de IA e deepfakes (como a troca de rostos e vozes, por exemplo). Em espanhol, houve 198 casos, enquanto em português, 111.

 

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