Apenas 44% das famílias elegíveis na fase inicial do Gás do Povo utilizaram o benefício nos primeiros 50 dias do programa, segundo parecer da Advocacia-Geral da União (AGU). O dado motivou a prorrogação da validade dos vales, incluindo aqueles emitidos em novembro, agora estendidos até 22 de março.
A análise aponta que o programa enfrenta dificuldades tanto pela falta de entendimento dos beneficiários sobre seu funcionamento, quanto pela baixa adesão das revendas autorizadas. Diferente do Auxílio Gás, pago em dinheiro, o novo modelo só permite a retirada do botijão em estabelecimentos credenciados.
O credenciamento tem avançado lentamente. Nas dez capitais do primeiro piloto, apenas 49% das revendas haviam aderido até meados de janeiro. No segundo grupo de 17 capitais, iniciado no fim do mesmo mês, o índice era de apenas 14%.
O parecer atribui os entraves a atrasos na implementação, especialmente no credenciamento de pontos de venda autorizados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, o que pode dificultar ou até impedir o acesso ao benefício.
Diante do cenário, a AGU recomendou que o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome adote medidas para garantir que os beneficiários não sejam prejudicados, destacando que a prorrogação é excepcional neste início de execução do programa.







