Diretor administrativo do Hospital São Lucas questiona intervenção realizada pela prefeitura; veja vídeo

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Diretor administrativo do Hospital São Lucas questiona intervenção realizada pela prefeitura; veja vídeo

Nesta terça-feira (23), o diretor administrativo do Hospital São Lucas, Wilian Nunes Magalhães, usou suas redes sociais para falar sobre o pedido de intervenção judicial no Hospital São Lucas, solicitado pela prefeitura de Patos de Minas, e acatado pela justiça na última sexta-feira (19).

Segundo Wilian Magalhães, desde o início de 2021, o Hospital São Lucas, colocou os leitos a disposição da prefeitura de Patos de Minas, para atendimento COVID-19, e buscava uma forma de parceria, uma vez que segundo o administrador do hospital, eles não possuíam insumos e medicamentos para iniciar o atendimento de imediato.

“Até hoje não recebemos uma resposta por parte do município, sobre essas negociações, sobre essa possibilidade de receber esse incentivo ou não.” Relatou Wilian.

O Administrador relata que após este tempo de silêncio da prefeitura, o Hospital buscou com recursos próprios adquirir esses insumos para viabilizar a abertura dos leitos.

“No dia 18 de fevereiro, nos encaminhamos um ofício para Secretaria Estadual de Saúde, solicitando a habilitação de cinco leitos de UTI e cinco leitos clinicos” relatou Wilian.

Segundo o administrador, no dia 19 de fevereiro, toda documentação foi enviado para a Secretaria Estadual de Saúde, porém, nesta mesma data, a equipe do hospital São Lucas, teria sido surpreendida com a decisão judicial de intervenção ao hospital.

“Fomos surpreendidos com essa decisão judicial, que outorgava ao município o poder de utilizar e operacionalizar, não apenas os leitos covid, mas sim todos os leitos de UTI do hospital São Lucas e todos os leitos de enfermaria” contou o” administrador do Hospital.

Wilian também relata que a equipe da secretária municipal de saúde teria chegado no hospital, para iniciar a operalização destes leitos, sem portar nenhum tipo de insumos ou equipamentos que permitiam que os leitos fossem colocados em funcionamento.

“É bom vocês terem em mente, no sábado passado, a gente iria começar, a gente iria disponibilizar dez leitos de UTI, para população, hoje já é segunda-feira e a Secretaria Municipal de Saúde, ainda não viabilizou nenhuma ação efetiva no hospital para efetivamente operacionalizar estes leitos que atualmente está por determinação judicial sobre a tutela municipal.” Desabafou Wilian.

Willian Nunes, ainda comentou que esta situação causou muita frustração para toda equipe do Hospital São Lucas, desestabilizando toda a equipe e comprometendo todo um planejamento que já vinha sendo realizado.

“Como administração do hospital São Lucas, estamos muito ressentidos com essa postura do município, tendo em vista que nunca houve nenhum tipo de resistência em relação ao município, ou resistência provocada pelo hospital São Lucas, em relação a se firmar uma parceria, para que o hospital São Lucas atendesse esses pacientes.”

Visivelmente frustrado com a situação Willian, comenta que em sua opinião, não seria necessário uma intervenção judicial “Bastaria a gente ter negociado esses leitos, se não fosse possível, da forma que nos propomos que o município apresentasse outra proposta.”

Willian completa dizendo que em seu entendimento, a ação da prefeitura tem um caráter de “pressão” ou simplesmente vaidade.

“Nós entendemos que não teria necessidade disso, até porque se o município entende que o Hospital deveria mesmo passar por uma gestão nesse sentido, nem seria necessário, intervenção judicial, bastaria um decreto, através de um decreto, é possível fazer requisição de bens, a gente sabe disso, mas o que parece é que causa mais impacto quando o município diz nos conseguimos na justiça, uma decisão judicial, quando isso nunca foi necessário.” Completou Willian

Comentários

  • Paulo H. Caixeta

    Comentário enviado em - 24/02/2021

    Hospital São Lucas fazendo o que sempre fez, tentando enganar o poder público para passar a mão em mais dinheiro... vai que cola!!! O diretor ainda tentar jogar a opinião pública contra quem é responsável pelo financiamento da instituição que é particular. Lamentável.