Especialista analisa perfil dos contaminados pela Covid-19 em Patos de Minas e alerta para possibilidade de 3ª onda

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Especialista analisa perfil dos contaminados pela Covid-19 em Patos de Minas e alerta para possibilidade de 3ª onda

A população de Patos de Minas, mais uma vez está apreensiva com os números de casos de Covid-19, no município. Algumas dúvidas são recorrentes em relação, ao perfil dos contaminados. 

Quem são as pessoas mais suscetíveis? A faixa etária dos óbitos alcançou um público mais jovem ultimamente? A abertura do comércio tem impacto no aumento da incidência de casos? Com o andamento da vacinação, o público com maior taxa de contaminação mudou?

Para responder essas e outras perguntas sobre o perfil dos contaminados em Patos de Minas, o jornalismo da Rádio Clube 98, conversou com o Prof. Dr. Rubens Pasa, responsável pelo Laboratório de Diagnósticos Moleculares da Universidade Federal de Viçosa, Campus Rio Paranaíba. Após uma análise dos dados divulgados no painel epidemiológico alimentado diariamente pela Prefeitura de Patos de Minas, o professor gentilmente esclareceu algumas dúvidas recorrentes envolvendo o atual momento da pandemia em Patos de Minas.

O Professor e Biólogo, explica que o perfil dos contaminados, em geral, está mudando, após o início da vacinação. “Se olharmos os próprios dados do governo, observamos que o número maior de contaminados está migrando dos acima de 60 anos, para abaixo de 60 anos.” Explicou.

O Biólogo acrescentou também que a mudança desse público está acontecendo, não apenas por conta do início da vacinação, mas também levando em consideração que esse público geralmente tende a ser mais ativo na sociedade, saindo regularmente para trabalhar e outras atividades.

Sobre o aumento no número de casos em Patos de Minas, Dr Rubens Pasa, explicou que analisando os dados epidemiológicos do município, podemos perceber que no período correspondente a última flexibilização do comércio, no início do mês de abril de 2021, havia uma tendência de queda nos casos, mas segundo o professor a abertura pode ter sido um pouco prematura. “Embora a tendência fosse de queda, não chegou em um nível muito baixo, o que acontece, isso faz que durante algum tempo, essa tendência vai se manter estável, mas com o linear mais elevado, até mais elevado do que antes da variante P1 chegar.” Relatou o professor.

Rubens também ressalta que no atual momento, Patos de Minas está com os números de casos que podem ser considerado estáveis, mas uma estabilidade que requer alerta. “Uma estabilidade bem complicada, uma estabilidade acima de 30 casos diários na média móvel de sete dias, e isso é um número elevado, levando em consideração que se cada um desses contaminados transmitir para outra pessoa, esse número de 30 casos, vai se manter por um bom tempo.” Afirmou o professor.

Dr Rubens Pasa, também ressalta sua preocupação referente a possibilidade de uma terceira onda, considerando o aumento de casos nas últimas semanas.

“Nas últimas semanas é possível perceber um aumento, então é muito provável que a gente esteja caminhando para uma terceira onda, e se ela for assim como foi a segunda onda, onde tivemos um abrupto, podemos ter problemas nos próximos meses.” Relatou.

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