Prefeitos da região avaliam proposta de empresa alemã, para implantação de Usina de Tratamento de Resíduos Sólidos

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Prefeitos da região avaliam proposta de empresa alemã, para implantação de Usina de Tratamento de Resíduos Sólidos

A formação de consórcio para implantação de Aterro Sanitário Regional foi um dos assuntos debatidos em Assembleia de prefeitos do Alto Paranaíba, realizada nesta terça-feira, 20 de abril. Em todo país, e também no Alto Paranaíba, as cidades de pequeno e médio porte têm inúmeras dificuldades para cumprir as metas da Política Nacional de Resíduos Sólidos, previstas para este ano de 2021. A complexidade técnica da legislação, bem como os altos custos de implantação do sistema, são os grandes entraves para os prefeitos.

Neste sentido, a AMAPAR e o CISPAR, buscam viabilizar alternativas para que as cidades do Alto Paranaíba consigam atender essas exigências legais, de forma consorciada, com mais economia e eficiência, trazendo vantagens que vão além da disposição final dos resíduos sólidos, como também, um melhor reaproveitamento desses materiais, com possibilidade de retorno de recursos para o consórcio e os municípios, além da melhoria da qualidade ambiental como um todo.

Por videoconferência, representantes da Dialld Bio Energy, uma holding Alemã e Russa de soluções ambientais, apresentaram aos prefeitos, todas as possibilidades do contrato. A empresa já tem um estudo prévio realizado nos municípios do Alto Paranaíba e prevê um investimento de cerca de R$ 90 milhões para realização de projeto técnico, montagem e gestão de usina de tratamento de resíduos sólidos.

A previsão de conclusão é entre 18 e 24 meses, com possibilidade de geração de 400 empregos indiretos e cerca de 60 diretos para operacionalização. A usina seria instalada em Patos de Minas, e os municípios da região fariam a destinação, pagando por tonelada de resíduos destinados diariamente.  ·. 

A representante da empresa no Brasil, Ilda Braga, explicou que em um primeiro momento, a empresa fica com 90% do percentual do lucro obtido com o processamento dos resíduos, e o consórcio, com os outros 10%. A partir do prazo de retorno do valor investido, a situação se inverte, ficando o consórcio com 90%, e a empresa com 10%, para atualização e manutenção de maquinário. Representantes da Dialld Bio Energy ainda explicaram que maior parte do maquinário para montagem da usina são importados da Alemanha, e que para isso, a empresa traz os técnicos ao Brasil para fazer a capacitação de todos os servidores que irão operar o sistema. 

Mais que cumprir a destinação final, a montagem da usina ainda traz uma gama de possibilidades para os resíduos sólidos destinados ao aterro regional, dentre elas, a geração de energia limpa, que pode ser reutilizada em prédios públicos, gerando economia, além dos créditos de carbono e ICMS Ecológico, que geram retorno de recursos aos municípios. Outra possibilidade é a produção e comercialização de produtos gerados a partir desses resíduos, como a biomassa, biogás, a água de nutrientes, que também podem ser revertidos em recursos para os municípios consorciados.

O presidente do CISPAR, Adílio Alex dos Reis, vê a proposta com de forma positiva. “O lixo é o grande problema do mundo hoje. Essa empresa já tem know how, vem nos apresentar uma proposta que é a solução, porque hoje nós estamos enterrando lixo e lixo hoje é dinheiro. Quando os 90% do percentual do contrato for repassado ao consórcio, isso vai gerar um recurso muito positivo que poderá ser revertido aos municípios”, comentou.

A viabilidade desta e de outras propostas, vêm sendo discutidas entre os prefeitos, principalmente no que se refere à logística para o transporte desses resíduos para o aterro regional em Patos de Minas, além do valor a ser pago e recebido por cada município.  Representantes da Dialld Bio Energy foram convidados a participar de reunião presencial com os prefeitos da AMAPAR, onde todas as dúvidas referentes ao projeto poderão ser sanadas.

Fotos: Edvar Santos

Fonte: Ascom/Amapar

 

 

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