Vice-governador, Antônio Andrade, na lista de doações ilegais da Odebrecht

17/04/2017 13:08:17

Redação Clube Notícia - Fonte: G1

A lista da Odebrecht continua surpreendendo: nomes fortes da política do Alto Paranaíba e do Triângulo Mineiro foram relacionados aos que receberam propina da empreiteira. Os irmãos Welinton e Elismar Prado, de Uberlândia, e o ex-deputado João Bittar estão na planinha do ex-executivo da Odebrecht, Benedicto da Silva Junior. Além deles, o vice-governador mineiro, Antônio Andrade, também consta entre os beneficiados. Segundo é apurado, juntos, os políticos receberam 500 mil reais em doações ilegais.

As informações são do portal de notícias G1, que tentou contato com os envolvidos. A assessoria do vice-governador não respondeu as ligações do site; “Weliton, Elismar Prado, Bittar e Montes disseram que as doações são legais e defenderam as investigações”, diz a publicação do G1 Triângulo Mineiro.

A lista contempla apelidos e valores dos repasses feitos aos políticos por meio de caixa dois, entre 2008 e 2014. Acredita-se que, pelo menos, 179 políticos foram beneficiados. Na planilha, o vice-governador aparece como destinatário de 275 mil reais para a campanha de 2010, quando concorreu ao cargo de deputado federal. Na lista, o pantese aparece citado como “Wanda”.

Confira abaixo as notas enviadas pelos mineiros supostamente envolvidos na lista da Odebrecht:

Íntegra da nota de Weliton Prado

O Deputado Federal Weliton Prado não está incluído em nenhuma lista de investigados do Ministério Público e do Supremo Tribunal Federal. Informa que os recursos recebidos em suas campanhas foram declarados e aprovados. O deputado acredita que todos os políticos devem ser investigados. Defende que o país seja passado a limpo com transparência para que seja separado o "joio do trigo". Além disso, reforça que o Brasil precisa de uma profunda reforma política feita por meio de uma Constituinte exclusiva, conforme vem defendendo nos últimos anos.

Íntegra da nota de Elismar Prado

O deputado estadual Elismar Prado afirma que está tranquilo e que não conhece o ex-executivo da empresa (BJ). Ressalta que sua prestação de contas foi devidamente apresentada e aprovada e que a citação do seu nome não faz o menor sentido. O parlamentar confia na justiça, tem um histórico em defesa dos direitos do povo e ressalta ainda que não está sendo denunciado ou investigado.

Íntegra da nota de João Bittar Júnior

João Bittar Júnior recebeu, na eleição de 2010 em que concorreu para o cargo de Deputado Federal, mais de R$ 350.000,00 em doações eleitorais de seu partido, como autoriza e prevê a legislação eleitoral. Esses recursos foram captados pela direção do partido.

Todos os recursos recebidos pelo candidato foram declarados à Justiça Eleitoral, e suas contas devidamente prestadas e aprovadas pela Justiça Brasileira, que atestou a regularidade no recebimento e na aplicação dos recursos.

João Bittar reafirma sua confiança no partido e nas instituições brasileiras, e defende que toda denúncia deve ser devidamente investigada, para que se diferencie quem tem e quem não tem responsabilidade por eventuais irregularidades cometidas, bem como se elas realmente ocorreram.

Íntegra da nota de Marcos Montes

Líder da bancada do PSD, o deputado federal Marcos Montes lembra que a citação do seu nome no caso da Odebrecht se restringe à relação de políticos que receberam doações da empresa.

“Não estou incluído em nenhuma lista da Justiça ou do Ministério Público” – ressalta ele, se referindo às listas da Procuradoria-Geral da República e do Supremo Tribunal Federal.

Marcos Montes lembra que, até as eleições de 2016, a legislação brasileira permitia que empresas contribuíssem com campanhas eleitorais, e que ele recebeu apoio de várias empresas. Ressalta que o valor destinado pela Odebrecht é muito menor do que o apoio que recebeu de outras empresas.

Ele lembra que nem todos os relacionados pela Odebrecht estão nas listas da Procuradoria e do STF, justamente porque muitas doações foram recebidas legalmente. Segundo ele, até mesmo entre os nomes que estão citados nas listas de Janot e de Fachin existem diferenças importantes.

“O próprio Ministério Público Federal tem mostrado que existe uma linha divisória entre os acusados da prática de caixa 2 e os acusados de crime de corrupção”, destacou Marcos Montes.

“Por tudo isso, defendo que a Lava Jato tenha uma conclusão rápida e eficiente, de forma que as acusações, as apurações e os resultados sejam esclarecidos para a população. É importante, pois, que os inquéritos pedidos pela Procuradoria-Geral da República e autorizados pelo Supremo Tribunal Federal sejam instaurados com urgência, e que as apurações aconteçam da forma mais transparente possível” – disse ele.

Comentários

  • PASCOAL (engraxate da Praça do Forum)

    Comentário enviado em - 17/04/2017

    Vocês já ouviram falar do "LOBO COM PELE DE CORDEIRO"...

  • leafar

    Comentário enviado em - 17/04/2017

    É a listas de escândalos, na politica brasileira nunca cessa, quando você acha que já viu de tudo, como diz o Galvão Bueno: Eles tiram um coelho da cartola! O que eu acho mais incrível, que nos outros países, só o fato do politico ser "Citado", ele se afasta do cargo que esta cumprindo, para que as investigações sejam feitas e que ele não possa constranger e nem ser constrangido, mas aqui, negam de pés junto, mentem com a maior cara de pau, são todos uns anjos; tem politico que antes de entrar para a politica, não dava conta de dar tombo em uma geleia, mas quando saem, a fortuna é imensa! A receita federal não viu nada, como em um passe de magica, a fada madrinha lhe bate com a vara de condão na testa e diz: Agora você vai ser milionário, essa moda de milh...., já esta fora agora é Bilionário! Como disse o Deputado João de Deus, trabalhei muito para a população, então "Deus" resolveu me abençoar com o prêmio da loteria mais de cem vezes! Os políticos brasileiros são todos uns puros, íntegros, esta empreiteira quer é instalar aqui o caos políticos, todos eles fizeram campanha com dinheiro que ajuntaram recolhendo latinhas de alumínio para a reciclagem! Quando um politico da nossa região se elegeu para um cargo majoritário, eu conversando com o irmão dele, este me confidenciou, que o irmão dele que se elegeu, gastou muito mais do que iria ganhar em todo o mandato..., aí eu falei: mas ai as contas não fecham! Isto foi a mais ou menos há uns vinte e cinco anos..., hei lasqueira!!!